segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

One Night Stand

Jude observou calmamente. Molhou, timidamente, os seus lábios num Cosmopolitan olhando para cima, realçando os seus olhos azuis como o mar numa ilha paradisíaca. franziu a sobrancelha...Reconhecera alguém na outra ponta do balcão. Era John Phoenix, brilhante homem no campo da matemática, cabelo grisalho do tipo Clooney, vestido a rigor, bem-sucedido. Jude avançou para ele, ajeitou o decote, soltou o cabelo. John olhou para ela estático, limitou-se a espreitar pelo canto dos óculos modernos que sempre o acompanham.
jude, destemida, sabia aquilo que queria desde o primeiro momento em que lhe pôs a vista em cima.
- Desculpe, não se lembra de mim? - perguntou Jude enquanto as suas maçãs do rosto se transformavam em pequenas rosas acabadas de florir, acompanhadas de um sorriso absolutamente maravilhoso.
- Penso que não menina, se me lembrasse com certeza que lhe oferecia um Manhattan. - replicou Phoenix num tom seco que lhe conferia um charme digno de um Richard Gere ou de um Harrison Ford.
Jude sorriu e, este cativou John.
- Deixe-me oferecer-lhe um cocktail. - disse-lhe num único olhar.
Jude sentou-se, pediu mais um Cosmopolitan.
Encetou conversa, tocando em pontos chave, cativara definitivamente John que se limitava, agora, a olhar e a admirar aquela beleza majestosa, tanta quanto uma mulher pode ter...uma verdadeira deusa.
A noite deixava de ser criança, horas e horas de conversa, danças ao som de Frank Sinatra, copos preenchiam o balcão onde já só restava o palito.
- Está a ficar tarde... - afirmou Jude com um sorriso nos lábios enquanto baloiçava as suas chaves, como quem busca o cavalheirismo de um verdadeiro homem.
- Permita-me que lhe faça companhia até sua casa. - ofereceu-se John com ar paternalista. Via-se nos seus olhos castanhos, acinzentados da experiência, que estas palavras transpiravam honestidade.
- Muito obrigada John... O Rolls preto estacionado lá fora é seu não é? - pergunta Jude sorrateiramente.
- Sim, é de facto. - replica John calmamente.
- Muito bem John, espere apenas uns minutos se fizer favor que preciso de utilizar os lavabos.
- Com certeza Jude, esteja à vontade. - afirma John enquanto pede a conta ao barman mais amável de Las Vegas, e observa Jude a caminhar elegantemente.
- Senhor, são 355 dólares por favor.
John coloca a mão no bolso interior direito do seu casaco, obviamente de um estilista particular de alto gabarito, para retirar a sua carteira.
Porém, encontra um pequeno papelinho...
Desdobra o papelinho dobrado em três e lê curioso.
" John, muito obrigada pela noite espantosa que me proporcionou. Por favor, não desperdice mais do seu tempo precioso à procura da sua carteira...afinal de contas um Rolls Royce de 1962 gasta muita gasolina.

Os melhores cumprimentos e até à próxima,

Jude Swann "

John, com a surpresa estampada no seu rosto marcado pela experiência em traços perfeitos deita a mão em desespero ao seu bolso mas nada lá está.
Corre esbaforidamente em direcção à rua...a sua pele rapidamente se torna pálida como cal, suor escorre-lhe pela testa percorrendo todos os vincos do seu rosto...Lança as mãos à cabeça em desespero!
10 de Novembro de 2007, deste dia John Phoenix não mais se esquecerá...nem de Jude Swann, certamente...

quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Uma Questão de Telemóveis

Era um belo dia de Maio quando Sylvia Gravilha decidiu ir comprar um belo telemóvel.
Entrou na loja, que se assemelhabva a um pequeno salão de baile onde se situavam umas quantas dezenas de vitrinas.
Sylvia não era uma "connouseur" de novas tecnologias e encontrava-se um pouco perdida na loja.
Ao seu auxílio veio um soridente homem de casaco vermelho, relógio brilhante, sapatos de verniz, e a placa incadescente onde estava escrito "Luis Louisiana".
O seu sorriso mesmerizador controlando Sylvia, criando um impulso consumidor nela.
- Posso ajudá-la?.- Os seus dentos brilhando como espelhos, ofuscando Sylviam a sua voz um tanto ou quanto exageradamente amistosa.
Sylvia olhou em seu redor, era mesmo ela com quem ele falava, era estranho ver alguém tão exageradamente amistoso.
- Sim, queria um telémovel, nada demasiado complicado, um simples telémovel.
Luis Louisiana riu-se de forma bastante social e elevada, Sylvia perguntava-se se tinha dito alguma coisa com piada, ou se ele só se estava a rir dela.
- Temos muitos! Nokias, Siemmens, Samsung, Ericsson, Motorola, tudo!
Na cabeça tradicionalista de Sylvia apenas pensava "só quero um simples telémovel".
O tom de voz de Luis Louisiana fazia Sylvia pensar que só faltava o homem ter dito aquilo por ordem alfabética.
- Um Nokia?
O seu cândido vendedor sorriu novamente, brotava felicidade dos poros da pele.
- Acompanhe-me.
E prosseguiu como se fosse uma brilhante bailarina por entre clientes, Sylvia atrás de si ainda perdida e desnorteada até chegarem à montra dos Nokia.
- Temos o novo N73 edição musical com 1 GB de memória, PC Suite e Lifeblog, e um calendária de vista tripla, carregador e uma bateria extra. Temos o novo da série S com GPS e leitor de MPG4, e o novo 4724 mais compacto mas, com alta definição e um leve aroma a morango. Ou então temos ainda um novo telefone/agenda com dois cartões de memória e uma bateria de longa duração com um Nokia sharing folder e MSN.
Sylvia ficou parada pensando se tinha entrado num estabelecimento turco, embora lhe parecesse a sua língua.
Luis Louisiana sempre rindo-se:
- Então qual deseja? - Os denets brilhando com a luz dos candeeiros.
Sylvia apontou para o N73, parecia-lhe....funcional.
- Alguma pergunta? - Perguntou Luis Louisiana, será que a sua cara doía de tanto rir, nunca se saberá.
- Faz chamadas?

Perdido no super-mercado

Samuel Longstern tinha ido às compras. Mas, as compras não eram uma actividade simples para Samuel Longstern, era um desafio.
Samuel sofria de OCD, e isso tornava as compras num jogo, num desporto. Em casa lia os anúncios e anotava tudo para depois comparar. Os saldos, a diferença de preços, os preços em diferentes centros comerciais, não conseguia evitra fazê-lo.
As compras não eram só um simples desporto.Era um escape à realidade que Samuel vivia, estar perdido dentro do supermercado, sem ter que pensar em todos os problemas que o afectavam.
Quando comparava os cupões não precisava de pensar na mãe a morrer num hospital com cancro nos pulmões, tornava-se apenas num pacote de chá de baunilha. O pai que morrera no ano passado tornava-se em três vassouras ao preço de uma só, o facto de não ter amigos hoje em dia num simples boião de compota com +20%.
O consumismo e a OCD misturavam-se num supressor de memória que Samuel agradecia, estar ausente do mundo, num lugar onde haviam pessoas, empregados que eram simpáticos para ele, e filas e filas de corredores onde nenhum problema o apanhava.
Ele deixava-se perder nos corredores, no talho, a ver a televisão nova que mostrava os filmes mais recentes, a música de fundo da playlist do supermercado que não era actualizada à anos, tudo isto era umescape.
Pois quando se encontrava fora do supermercado, a vida voltava a assombrá-lo, medicamentos e preocupações, gritos no andar de cima, a solidão, o emprego estagnado, estar no supermercado era uma simples garantia de personaldiade não julgada pelo mundo.
E durante a semana sonhava em perder-se no supermercado, em fugir do mundo, perder-se na confortável apresentação da simplicidade, até se esquecer completamente.
Filas e carrinhos eram o sue mundo, o bip da máquina de registar a banda sonora da sua vida, os descontos os eventos, e a realidade parecia tão longe.


- Peter S.R

segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Incendiário Urbano

O elevador toca assinalando que Roger Gates chegara ao seu piso.
Roger era um misto de Michael Douglas com um pouco de Michael J. Fox no Family Ties, quem olhasse para ele veria um empresário estereotipizado, com um andar seguro, faces secas, e um cabelo negro com gel, o telémovel mais um anexo do seu corpo.
Podia ser um dia normal para Roger Gates, elemento com futuro na máquina empresarial tinha a vida que todos os jovens da sua idade desejariam. Carro e telémovel da empresa, empréstimos escolares pagos, uma casa numa das ruas mais movimentadas do centro da cidade, bons pais, e uma namorada bonita, poderia-se dizer que Roger Gates tinha tudo.
Mas, no sue âmago faltava algo a Roger Gates, sentia-se como um intruso na sua própria vida, olhando todos os dias sobre o ombro esperando que o desmascarassem, que vissem que aquela vida não era, não podia ser dele.
Caminhando correctamente, entrou no escritório vazio, o céu urbano a espreitar da janela anunciando o cair da noite. Ajeitando os botões de punho da Armani senta-se um pouco no seu cúbiculo.
Era um cúbiculo completamente personalizado. A bandeira dos Giants sobre o ecrã do computador, as fotografias da namorada e dos pais, um pequeno cartaz com uma frase motivadora, o carregador do Ipod e do telémovel sobre a mesa, os arquivos por ordem alfabética a um canto, uma cadeira reclinável, era impressionante o que Roger Gates fazia com algo com dois metros quadrados.
No entanto esta não era uma noite normal. Roger tinha na mão a bola anti-stress com o qual jogava quando se encontrava sobre os efeitos da pressão do seu emprego. Afinal uma vida como a dele tinha os seus custos, estava na altura de liquidar dívidas.
Roger passou calmamente a mão sorbe o tampo da sua mesa, antes de arremessar o monitor do computador pela janela fora, iniciando uma viagem de 150 metros de altura.
A liberdade dos actos, a adrenalina correndo pelas suas veias, uma sensaçãoque nenhum cupão no Dunkin' Donuts podia-se comparar.
O próximo é o teclado voando e penetrando no ecrã da televisão do escritório, onde todos os dias passavam as cotações da bolsa, agora já nem tanto.
E Roger Gates sentia uma lufada de ar fresco a cada dia, incendiava arquivos, partia ratos de computador, rasgava documentos.Estragava o perfeito, a perfeição é um defeito.
É de referir que depois acabou preso. Mas, o que contam são as intenções.


-Sunny Owner

sábado, 5 de Janeiro de 2008

Os Dançarinos de Broadway em: Uma Fúria Contra o Paraíso

E o palco surge entre as luzes, as cortinas desaparem, a vida de dois amantes num palco é uma epopeia fantástica dizem os críticos, os espectadores presos às cadeiras à procura de horror, espectacularidade, calafrios, e sensações novas, all thrills & chills diz a placa.
E Adam entra em cena, a sala de jantar os seus filhos a ver televisão, a sua mulher a cozinhar o jantar. Com paços de Fred Astaire e charme de Paul Newmna intercede numa conversa, o seu punho alto no ar, e a sua voz nos píncaros do som:
- Os meus amigos dizem, que és uma estranha a meus olhos e vejo-te assim, o stress, estamos mesmo bem?
Eve, sua mulher salta para trás e cerra os dentes, manobrando os pés de bailarina russa por de trás da mesa, os seus lábios com batom reluzindo com o candeeiro.
- Procuras liberdade? Meu amado,a procura de algo mais do que já tens é fútil, para quê desencadear os céus por prémios fantasma?
E Adam, caminha em direcção à mulher, um estalo que atravessa a face da sua mulher, uma queda no chão, o silêncio súbito na sala.
- Fazes-me sentir mal, e isto é um novo dejá vu, como é suposto eu fazer parte deste quadro de conformação, és igual a todas as outras mulheres.
No chão de lágrimas nos olhos , Eve apenas olha para cima, para a cara de quem ama, do seu pior inimigo mas, o seu maior vício:
- Marido pões demasiado a culpa em cima de mim, diz-me que amigos são estes que te põe estes pensamentos na mente, diz-me que sou ainda a tua prince...
- Mais nas linhas de uma farpa no meu corpo de tristeza.
- Seu filho da pu-
E se houvesse narrador, diria que ele procura a vida que deixou no passado, e Eve desculpa-o dizendo que são sonhos inocentes.
- Amor, cuidado com o que fazes! Tem calma porque a forma como ages relembra um monstro.
Um grunido, e um novo grito:
- Não te faças inocente, tu que me prendes na vida, não me venhas com máscaras de inocência.
- Diz-me é muito pior que a tua infantilidade?
E os nervos realçam-se na testa de Adam, a cor vermelha, os olhos a explodirem.
- Se eu quero viver a minha vida, vivo-a. Com velocidade e ao máximo.
O narrador refere que às noites Adam só doorme momentaneamente, as suas palavras geram discussões e dor.
Eve levanta-se e põe-se a um canto a chorar, a plateia a chorar com ela.
- Olha-te no espelho meu adorado, pdoes ver em que te tornaste, voltares ao normal.
- Olha-me nos olhos mulher.
- Não, não olho. Porque me tornas a má nesta história,e conats histórias aos teus filhos, estou farta de viver cada dia com medo, farta de viver entre ti e estúpidos amigos.
- Não somos estúpidos, somos só homens. Se fosse por ti não tinha mais amigos, fora os que já em fizeste perder, tu e as tmentiras que contas à tua mãe.
Eve vai para a sala, procurando força nos rosto dos filhos:
- Vives no passado.
E Adam e Eve procuram sonhos no passado, ela o amr do marido há muito perdido, ele a juventude perdida.
- Tem calma, não gosto da chantagem que afzes. As tuas lágrimas não me dizem nada.
Eve não aguenta mais, e levanta a voz, faz frente ao passado:
- Vai dizer isos à tua garrafa vazia. Eu não vou assistir a deitares tudo abaixo.
E Eve pega nos filhos e sai pela porta,sem saber onde ir, uma Ulisses na sua odisseia, procurando uma nova casa na rua em chuva, os céus chorando para ela, Deus chorando pela detruição da sua criação.
- Tenta não deixares a porta bater-te no cu. Vou viver a minha vida,e vivo-a ao máximo.
Eve apenas pensa, "vais arrepender-te, podes encontrar-me no teu passado"
E Adam senta-se no sofá, a luz baixa, e os violinos tocam, ele foi contra paraíso da família perfeita pela tentação de uma vida nova, agora está sozinho, e caiu do jardim.
A cortina cai sobre o palco. A audiência aplaude a queda do amor.


- Mr. Down

quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

Vim dançar com as raparigas com estrelas nos olhos

John Lavander era um homem fatal. De sapatos de verniz sempre calçado, o blazer uma segunda pele, bebia um martini, mais perfeito que Bond.
Com destreza e agilidade serpenteia pela pista de dança procurando o próximo diamante a lapidar, um sorriso social escondendo uma cabeça cheia de pretensões.
Lá está ela, ele não a conehce mas, sabe que é ela, é ela que ele vai levar para casa, à rapariga com estrelas nos olhos:
- És tu.
- Quem sou eu?
- A rapariga com estrelas nos olhos.
A rapariga olha firmemente para John Lavander, os olhos verdes de serpente cativam a rapariga de cabelo castanho encaracolado, o pegado encontra-se a um beijo de distância, qual é o mal emc eder uma única noite.
- Tens medo, querida rapariga?
- Sim, de me apaixonar.
John lança o seu olhar fatal, como se fosse o único homem vivo na terra, e lança-se numa frenética dança de Jazz.
Após uma extasiante dança de corpos e trocas de passo, a rapariga ofegante quebra a monotonia de corações latentes:
- Que me prometes.
John Lavander olha, a presa está pronta:
- As estrelas meu amor, vais ser uma estrela como eu te vejo.
Ela só cora e sorri gentilmente. Ele apaga a cara dela com um beijo.
Na manhã seguinte a rapariga acorda o bilhete diz:

"Sou John Lavander e apago estrelas, prometo e não cumpro, a minha honestidade vem depois da mentira, foste a estrela do palco que foi o nosso leito. Abandono-te agora. Sou um simples homem."


Sonuvabi-



Sr. Crespo Cluo

quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

O Caso Gertrudes

- Arturo, acordei-te?
O brilhante e conhecido advogado Arturo Alfacinha leva os dedos aos olhos, que horas seriam? Os ponteiros apontam as quatro da manhã, que quer neste momento o seu amigo de copos e cigarros Anselmo?
- Epá velho amigo...! Desculpa acordar-te, acordei? Desculpa-me
- Não seja por isso meu caro, estava acordado...- Abruptamente interrompido.
-Estavas mesmo? - Firmemente repousou a questão.
- Estava, estou, e vou estar.- Teria agora que acabar o que tinha começado, não se poderia dizer que Arturo Alfacinha não cumpria o que dizia.
Ao seu lado uma rapariga loura tirava um cigarro da carteira e acendia-o, Arturo fez sinal com os dedos que a desejava acompanhar.
- Estava aqui a olhar apra uns processo... e saebs pá. Não percebo nada deste caso Gertrudes.
O caso Gertrudes. Mulher de 45 anos presa à uns dias por assédio de menores, ao que parece o marido nunca desconfiara.
- Que tem?
- Não compreendo! O que fez a mulher de tão grave? Ela oferceu doces a meninos na rua, qual é o problema? -Peguntou Anselmo.
Pobre mente retorcida a de Anselmo, ingénuo mas, umbom homem. Não compreendia ele que as crianças não podem ter contacto? Ser amável e feliz não faz parte do programa de educação e as crianças não podem ter contacto com esses sentimentos, explicou Arturo.
- Então porquê?! Na minha altura, a amabilidade entre cidadãos era aconselhada.
Arturo deitou um pouco de conhaque num copo pequeno, a sua companheira apagando o cigarro dele.
- Mas, os tempos mudaram, caro amigo. Não vês que agora as crianças têm que ser cyborgs para não sofrerem, agressivas e competitivas para alcançarem successo na vida e serem explroados pelo capitalismo?
Do outro lado da linha Anselmo reflectiu.
- Pois.. pensando assim, acho que tens razão.
Arturo bateu com a mão na barriga em satisfação, o jantar mostrara-se refastelante.
- Mas, não achas... excessivo?
Excessivo, não havia nada de excessivo nisto, sim as taxas de suícidios, vendas de anti-depressivos, e ataques a liceus aumentavam mas, pelo menos havia menos insuccesso.
- Não.
- Ah ok. Era só isto, desculpa se te acordei Arturo, vemo-nos amanhã.
- Não há problema nenhuma meu caro, sempre ao serviço, até amanhã...boa noite.
Arturo levou um segundo cigarro à boca, e acendeu-o vagarosamente, o mesmo pensamento que lhe corria na cabeça saiu-lhe pela boca:
- Estes tótos liberais pensam todos o mesmo.
E nesse instante de rompante, entrou a polícia de intervenção que atirou Arturo de cara ao chão, fracturando imediatamente a cana nasal e o máxilar inferior. Com o gás pimenta nos olhos, e os tasers a prender os músculos, ouviu de longe, o tenente.
- Está preso, sobre a violação da nova lei anti-tabaco, que expressamente proíbe fumar em casa.
A bela da nova lei anti-tabaco pensou Arturo enquanto o cão de busca lhe revistava a roupa por tabaco.